
Dor no ombro ao levantar o braço lateralmente
19/08/2026Quem treina com regularidade já sentiu, em algum momento, uma pontada ou um incômodo persistente ou dor no cotovelo na academia — geralmente depois de um treino de bíceps, tríceps ou puxada. Na maioria das vezes, a dor é ignorada até virar um problema que atrapalha até tarefas simples, como segurar uma xícara ou girar a maçaneta.
Na Dr. Esporte, em Recife, recebemos toda semana atletas amadores e frequentadores de academia com essa mesma queixa. “A dor no cotovelo na academia quase sempre começa como um desconforto leve, que a pessoa vai empurrando com analgésico. O problema é que, quando ela chega até nós, muitas vezes já virou uma tendinopatia crônica, que demora bem mais para tratar do que se tivesse sido avaliada no início”, explica a equipe da clínica.
Em resumo: a dor no cotovelo na academia costuma ser causada por sobrecarga nos tendões do antebraço (epicondilite lateral ou medial, também chamadas de cotovelo de tenista e cotovelo de golfista), geralmente ligada a excesso de carga, técnica inadequada ou falta de descanso entre os treinos — e tende a piorar sem avaliação e tratamento adequados.
Agende uma avaliação com o médico do esporte
O que causa a dor no cotovelo na academia
O cotovelo é o ponto de encontro de vários tendões que ligam os músculos do antebraço ao osso. Quando esses tendões são exigidos repetidamente — em exercícios como rosca direta, tríceps testa, puxada e até supino, dependendo da pegada — podem inflamar. As causas mais comuns incluem:
- Aumento de carga muito rápido, sem progressão gradual
- Técnica incorreta, especialmente em exercícios de pegada fechada
- Volume de treino alto sem tempo suficiente de recuperação
- Desequilíbrio muscular entre os músculos do antebraço
- Retomada de treino após período parado, sem readaptação
Cotovelo de tenista x cotovelo de golfista: qual a diferença
Apesar dos nomes, essas duas condições aparecem o tempo todo em quem treina musculação, não só em quem joga tênis ou golfe.
Epicondilite lateral (cotovelo de tenista) — dor na parte externa do cotovelo, que piora ao esticar o braço, segurar objetos ou fazer movimentos de extensão do punho. É a mais comum em quem treina tríceps e puxada com pegada pronada.
Epicondilite medial (cotovelo de golfista) — dor na parte interna do cotovelo, associada a exercícios de flexão do punho e rosca direta, principalmente com carga alta.
Quando a dor pode ter origem nervosa, não muscular
Nem toda dor no cotovelo é tendinite. Quando a dor vem acompanhada de formigamento, dormência ou fraqueza que “desce” para os dedos anelar e mínimo, pode haver compressão do nervo ulnar na região do cotovelo — um quadro diferente, que exige avaliação específica e não responde da mesma forma aos tratamentos usados para tendinite.
Por que a avaliação de um médico do esporte faz diferença
Tentar “treinar apesar da dor” ou aplicar gelo por conta própria costuma adiar o problema, não resolvê-lo. A avaliação profissional muda o resultado por alguns motivos concretos:
Diagnóstico diferencial correto. Nem toda dor no cotovelo é a mesma coisa. Diferenciar tendinite, compressão nervosa e outras causas exige exame físico específico — sem isso, o tratamento errado só prolonga o desconforto.
Ajuste de treino individualizado. Parar de treinar completamente nem sempre é necessário nem desejável. Um médico do esporte ou fisioterapeuta esportivo consegue orientar quais movimentos evitar temporariamente e quais adaptar, sem interromper toda a rotina de treino.
Prevenção de cronificação. Uma tendinite tratada cedo responde bem a fisioterapia e ajustes simples. Quando vira um quadro crônico, o tratamento fica mais longo e mais caro — em tempo e em resultado.
Como é feito o diagnóstico
A avaliação geralmente envolve:
- Exame físico — testes específicos de dor à extensão e flexão do punho, palpação dos pontos de inserção tendínea.
- Avaliação biomecânica, para identificar erros de movimento ou sobrecarga na execução dos exercícios.
- Exames de imagem, quando necessário (ultrassom ou ressonância), para confirmar o grau de comprometimento do tendão.
- Investigação de causa nervosa, se houver sintomas de formigamento ou dormência associados.
Tratamentos disponíveis
O tratamento varia conforme o grau e o tempo da lesão, mas costuma incluir:
- Fisioterapia esportiva, com fortalecimento progressivo e correção de movimento
- Terapia por ondas de choque, indicada para tendinopatias mais resistentes ao tratamento convencional
- Laser de alta intensidade, para reduzir inflamação e acelerar a recuperação
- Ajuste de carga e técnica de treino, feito junto com o profissional de educação física
Perguntas frequentes
1. Posso continuar treinando com dor no cotovelo? Depende do grau da lesão. Em casos leves, é possível adaptar o treino; em casos mais avançados, pode ser necessário pausar o movimento que causa a dor até a reavaliação.
2. Gelo resolve a dor no cotovelo? O gelo ajuda a aliviar a dor no momento, mas não trata a causa. Sem ajuste de treino e, se necessário, tratamento específico, a dor tende a voltar.
3. Cotovelo de tenista só acontece em quem joga tênis? Não. É mais comum em praticantes de musculação, principalmente em exercícios de puxada e tríceps com pegada pronada.
4. Quando devo procurar um médico, e não só descansar? Se a dor persiste por mais de 1-2 semanas, piora durante o treino, ou vem acompanhada de formigamento e fraqueza, vale buscar avaliação.
5. Fisioterapia sozinha resolve, ou preciso de outros tratamentos? Na maioria dos casos leves e moderados, a fisioterapia bem orientada resolve. Em quadros mais resistentes, recursos como ondas de choque ou laser podem acelerar a recuperação.
6. Quanto tempo leva para melhorar? Varia de poucas semanas, em casos leves e tratados cedo, a alguns meses, em quadros crônicos.
7. Posso ter cotovelo de tenista e cotovelo de golfista ao mesmo tempo? É raro, mas possível, principalmente em quem treina com grande volume e pouca variação de pegada.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual.
Sentindo dor no cotovelo na academia? Agende uma avaliação com a equipe Dr. Esporte, em Recife
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- Terapia por ondas de choque
- Avaliação biomecânica 3D
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